Vila Verde ► Património
Património Edificado em Vila Verde
Citânia de São Julião de Caldelas
A Citânia de São Julião de Caldelas situa-se na freguesia de Ponte, concelho de Vila Verde, em Portugal.
Foi identificada pelo pároco de Caldelas, João Martins de Freitas, no início do século XX.
Os objectos encontrados antigos, foram oferecidos ao museu Pio XII, em Braga.
Várias lendas estão ligadas a este local, como a lenda da cova da Moura, ou a lenda do túnel que ia do alto desse monte até ao rio, onde em tempos longíquos, por aí se refugiavam as pessoas, para assim, também levarem os cavalos a beber ao rio, sem serem notados.
Está classificada pelo IPPAR como Imóvel de Interesse Público desde 1982.
Torre de Penegate
A Torre de Penegate localiza-se em Vila Verde, freguesia de São Miguel de Carreiras, Distrito de Braga, em Portugal.
História
Antecedentes
A primitiva toponímia do lugar foi "Penela", sendo o de "Penegate" utilizado desde 1064.
Por essas razões, os estudiosos acreditam que o topónimo esteve associado, em suas origens, à ocupação deste afloramento rochoso elevado, de difícil acesso ("penha" ou "pena"), embora não hajam informações ou vestígios sobre a sua primitiva defesa, em posição dominante sobre o território envolvente, possivelmente uma torre em estilo românico erguida por D. Egas Pais de Penegate, valido do Conde D. Henrique de Borgonha.
A torre medieval
A atual estrutura foi erguida por Mem Rodrigues de Vasconcelos, cavaleiro de D. Dinis na guerra que opôs este monarca ao seu filho, o futuro rei D. Afonso IV. D. Dinis autorizou a construção de uma "domus fortis", em documento datado de 5 de Outubro de 1322, onde se refere que ele "havia proibido a construção destas casas fortificadas a não ser com sua expressa autorização".
Esta fortificação tinha a função de proteger Mem Rodrigues no cargo que então ocupava, o de Meirinho-mor do soberano na região de Entre-Homem-e-Cávado, onde a autoridade real era contestada por Pedro Anes de Vasconcelos, tio de Mem Rodrigues:
"Desta forma, conpria huma casa forte (...) para teer hy o corpo em salluo quando lhy conprise e outro ssy pera teer hy a molher e os filhos que non possam Receber dano daquelles que lhy a el mal querem polo meu serviço"
in SILVA, José Custódio Vieira da. Paços Medievais Portugueses. Lisboa: 1995. p.48-49.
Do século XVII aos nossos dias
Em princípios do século XVII o então proprietário Miguel Valadares, cónego de Guimarães e desembargador em Braga, fez erguer a Capela de Nossa Senhora da Pena para sua sepultura, conforme inscrição epigráfica na fachada principal.
No início do século XX, em 1907, a torre passou para a família dos actuais proprietários, tendo tido lugar, em décadas posteriores, obras de consolidação e restauro.
Entre elas, foram colocadas ameias em 1939, o que lhe descaracterizou a feição original, sendo edificado um segundo corpo, de carácter residencial.
O conjunto encontra-se em Vias de Classificação por Despacho de 24 de Setembro de 1990.
Características
A torre apresenta planta retangular, em aparelho de granito. É dividida internamente em três pavimentos.
A portada, em arco apontado, rasga-se na face Leste, acima do nível do solo.
Era primitivamente acedida por uma escada de madeira amovível, da qual ainda restam os apoios.
Acredita-se que essa entrada tenha sido guarnecida por um alpendre, de que seriam testemunhos as duas mísulas que enquadram a portada.
Na face Oeste, ao nível da janela do último pavimento, um balcão de matacães permitia o tiro vertical sobre o único acesso que leva à torre.
O seu topo é coroado por ameias.
A Capela de Nossa Senhora da Penha, de pequenas dimensões, em estilo barroco, conserva o retábulo-mor contemporâneo, em estrutura tripartida, com a imagem de Nossa Senhora ao centro, e as de São João e Santo António, em painéis pintados, de ambos os lados.
Referências:
http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74942
http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=71729
Fonte Wikipédia.org
|
|